À conversa com... Graça Amiguinho
À conversa com... Graça Amiguinho
A Escola Secundária Dr. Joaquim Gomes Ferreira Alves (ESDJGFA) agradece, com enorme apreço, à escritora Graça Amiguinho a sua presença no dia 21 de janeiro de 2026, para a divulgação do seu mais recente romance e a promoção da escrita.
A sua visita constituiu um momento de grande valor cultural e pedagógico, proporcionando à comunidade educativa um contacto direto com a autora, a sua obra e o processo criativo, despertando o interesse pela leitura, pela literatura e pela valorização da cultura portuguesa.
Foi um privilégio acolher uma autora cuja escrita tão bem alia a memória, a história e a sensibilidade humana. O nosso sincero agradecimento pela generosidade, proximidade e inspiração partilhadas.
Graça Amiguinho é uma escritora portuguesa profundamente ligada ao Alentejo e à cidade de Elvas, onde nasceu, na freguesia de Santa Eulália. A sua vida sempre esteve marcada pelo amor à educação, à cultura e à palavra escrita. Formou-se no Magistério Primário de Portalegre, distinguindo-se pelo seu mérito académico ao receber o Prémio D. Dinis, e dedicou mais de três décadas à docência, profissão que exerceu com entrega e sentido de missão. Ao longo desses anos, foi professora, educadora e voz ativa na formação humana e intelectual de várias gerações, colaborando também em programas de rádio de cariz educativo.
Embora a escrita a acompanhasse desde cedo, foi após um grave acidente, em 2004, que a literatura ganhou um lugar central na sua vida. Esse período difícil transformou-se num espaço de introspeção e criação, levando-a a expressar emoções, memórias e reflexões através da poesia. Em 2006 publicou o seu primeiro livro, O Meu Sentir, dando início a um percurso literário marcado por uma escrita sensível, intimista e profundamente humana.
Desde então, Graça Amiguinho construiu uma obra diversificada que abrange poesia, romance, literatura infantojuvenil e coletâneas literárias, muitas vezes assumindo também o papel de organizadora e dinamizadora cultural. A sua escrita reflete frequentemente a memória, a identidade, a condição feminina, a história e as tradições, mantendo sempre uma forte ligação às raízes alentejanas e ao património cultural ibérico. Em alguns romances utiliza o pseudónimo literário Mary Foles, explorando narrativas históricas e ficcionais com maior liberdade criativa.
Entre as suas obras mais recentes encontra-se Fátimah, a Moura Encantada do Castelo de Alba – Elvas, um romance histórico que cruza lenda e história, inspirado no imaginário popular das mouras encantadas. Neste livro, Graça Amiguinho recria a figura mítica de Fátimah, associada ao Castelo de Elvas, dando-lhe voz, sentimentos e humanidade. A obra transporta o leitor para um tempo marcado pela convivência de culturas, pelo amor impossível e pelo peso da memória histórica, valorizando simultaneamente o património material e imaterial da região. Publicado em português e galego, Fátimah reforça o diálogo cultural peninsular que a autora tanto preza.


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