Dia do Pai- 19 de março

 


O Dia do Pai é mais do que uma data no calendário , é um momento de pausa, de memória e de reconhecimento. Uma oportunidade para agradecer, com palavras ou gestos, àquele que tantas vezes foi abrigo, guia e exemplo ao longo da vida. Em Portugal, este dia ultrapassa a simples troca de presentes: é um tributo silencioso aos sacrifícios, ao amor constante e à presença firme que molda quem somos.

A sua origem perde-se no tempo e atravessa culturas. Conta-se que, na antiga Babilónia, há mais de quatro mil anos, um jovem chamado Elmesu terá moldado em argila uma mensagem para o seu pai, desejando-lhe saúde e longevidade, talvez o primeiro gesto de carinho registado nesta celebração.

Séculos mais tarde, já nos Estados Unidos, nasceu a forma moderna deste dia. Em 1909, Sonora Louise Smart Dodd, tocada pelo exemplo do seu pai, um veterano da Guerra Civil Americana que criou sozinho os seus seis filhos, sentiu que os pais também mereciam ser homenageados. Assim, no ano seguinte, a 19 de junho de 1910, celebrou-se pela primeira vez o Dia do Pai, em Spokane, Washington. A ideia cresceu com o tempo, até ser oficialmente reconhecida em 1972.

Em Portugal, a celebração acontece a 19 de março, coincidindo com o Dia de São José, figura que, na tradição católica, simboliza o cuidado, a dedicação e a responsabilidade de um pai. Esta escolha reflete a forte ligação cultural e religiosa do país, aproximando a figura paterna de um modelo de proteção e amor discreto.

Não estamos sozinhos nesta data: países como Espanha e Itália partilham o mesmo dia, unidos pela mesma herança cultural. Já noutras partes do mundo, a celebração assume outros momentos, como o terceiro domingo de junho nos Estados Unidos ou o segundo domingo de agosto no Brasil, revelando a diversidade com que cada cultura honra os seus pais.

Celebrar o Dia do Pai é, acima de tudo, criar tempo. Tempo para estar, para partilhar, para recordar. Um almoço em família, preparado com cuidado, ou um jantar num lugar especial pode transformar-se num gesto cheio de significado. Um presente, mais do que valioso, deve ser sentido: um álbum de fotografias, um objeto ligado aos seus interesses, ou até um livro,  para quem encontra nas páginas refúgio e companhia.

Se o teu pai gosta de ler, aqui ficam algumas sugestões que exploram, de diferentes formas, a relação entre pais e filhos:


· O Caçador de Pipas — Khaled Hosseini
  ·
A Estrada — Cormac McCarthy
  ·
Quase Memória — Carlos Heitor Cony
  ·
O Filho Eterno — Cristovão Tezza
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Carta ao Pai — Franz Kafka
  ·
De Filho para Pai — Márcio Vassallo


No fim, mais do que palavras ou presentes, o que realmente fica são os momentos partilhados e o amor que, muitas vezes em silêncio, sempre esteve lá.

                                                                    Agostinha Gomes     

                                                        (prof. Bibliotecária ESDJGFA)

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